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Quem começou tudo, judeus ou
islâmicos?
É difícil determinar exatamente quando o café foi
identificado e consumido pelo homem pela primeira
vez, dando início ao hábito natural mais importante
e saudável do mundo: o de tomar café. Alguns
historiadores e curiosos acreditam que a planta foi
descoberta na região de Kaffa na Etiópia em torno do
ano 600 de nossa era (A.D.= Anno Domini), quando um
pastor chamado Kaldi observou que
suas cabras ficavam excitadas após comerem os grãos
de uma plantinha vermelha, o café. Kaldi também
comeu os grãos de café e sentiu seus efeitos
estimulantes, ficando nem humorado e desperto todo o
dia. Para viajar resolveu torrar os grãos e preparar
uma bebida - pronto, estava descoberto o café ?????.
Mas a planta Coffea arabica e C.
robusta precisam apenas de água, solo quente,
iluminação e ventilação para crescer. Por isto a
planta talvez existisse há milhares de anos antes do
pastor Kaldi, sendo consumida esporadicamente. No
Pentateuco, elaborado por Moisés, o
quarto livro, NÚMEROS, recebeu este nome por causa
dos dois censos a que foi submetido Israel no
deserto e narra a vida de um povo ainda em formação
e suas peregrinações a caminho da Terra Prometida,
liderados por Moisés, onde o nazireato (Nazireu é
toda pessoa consagrada a Deus) foi
institucionalizado e regulamentado por lei (NÚMEROS
6:1-21). O livro cita um trecho, onde Deus falou a
Moisés (Séc. XIV a XIII a C.) que quem quisesse
fazer um voto especial de nazireu, deveria abster-se
de vinho e de bebida forte.
Isto ocorreu em torno de 1275 a . C (antes de
Cristo). Seria esta bebida forte o café ? Naquela
época não haviam bebidas destiladas (alto teor
alcoólico) e o vinho era bastante consumido, pois a
água era muito contaminada. Será que os hebreus
ferviam a água com grãos de café para torná-la forte
e pura?. Alguns séculos mais tarde, após o reinado
do primeiro Rei de Israel, Saul, assumiu
Davi, o maior de todos os reis de Israel,
que reinou de 1000 até 962 a. C. Em sua juventude
Davi foi um atleta e depois um grande músico, pois
sua reputação era tal que tocava para o rei Saul, o
qual sofria de depressão e melhorava ao ouvir a
música. Davi possuía um grande talento poético e
escreveu algumas das maiores obras primas da
literatura espiritual. Em toda a história da
humanidade nenhuma poesia tem sido tão
constantemente usada como os Salmos de Davi. Também
foi um general capaz e conduziu com grande êxito
suas campanhas militares. Perseguido pelo rei Saul,
Davi viveu durante um período uma perigosa vida de
um fugitivo. Mas soube ser generoso ao poupar duas
vezes a vida de Saul, seu perseguidor (1 SAMUEL
24:1-15 ; 26:1-20) Deus o escolheu como sucessor do
rei Saul e, humildemente foi ungido pelo profeta
Samuel (1 SAMUEL 16:12-13).
Depois da morte de Saul, tornou-se primeiro rei de
Judá, tornando-se alguns anos mais tarde rei de toda
Israel. Tomou Jerusalém e a estabeleceu como capital
e levou a arca de Deus para lá. David teve várias
esposas e diversos filhos e amou também o filho de
Saul, Jônatas. Mais tarde enfrentou a rebelião de
seu filho Absalão, que havia assassinado seu irmão
por parte de pai, Amnom, pois este tentara seduzir
sua meia-irmã, Tamar. Davi era um grande chefe
político e militar experiente, mas um pai fraco.
Absalão queria o trono de Israel e iniciou uma
campanha militar contra o pai, o qual queria que seu
outro filho, Salomão, assumisse o trono de Israel.
Durante a luta, Davi cruzou o rio Jordão, perseguido
pelo exército de seu filho Absalão. Quando Davi
chegou a Maanaim, cansado e deprimido, foi-lhe
oferecido uma bebida feita de grãos torrados, que
bem poderia ter sido café:
É muito provável que a bebida feita com grão torrado
naquela época, 1.000 a. C., fosse o café. Assim,
Davi e seus homens ganharam forças para enfrentarem
Absalão. Os exércitos de pai e filho de defrontam, o
filho rebelde é derrotado e morto, apesar das ordens
contrárias do rei. Uma lição fica evidente neste
trecho Bíblico: a de que os filhos não devem se
rebelar contra os seus pais, mesmo que estes tenham
suas fraquezas.
Sem dúvida alguma quem iniciou e continuou o consumo
regular de café foram os árabes, lentamente
convertidos ao Islamismo e ao hábito saudável de
tomar café. Este consumo se iniciou na Arábia a
partir do ano 600 de nossa Era (Anno Domini, A.D.).
Era comum o consumo de café nos atos religiosos e
durante campanhas militares. Acredita-se que o
Arcanjo Gabriel ofereceu café ao profeta
Maomé (570 a 632), o qual estava muito
doente e recobrou seu vigor após tomar a bebida,
chamada quawa. Enquanto os Israelitas e Cristãos
tomavam vinho em abundância, os Islâmicos bebiam
café, pois bebidas alcoólicas eram proibidas (e o
café ajudava-os a perder o desejo de consumir
bebidas alcoólicas). MAOMÉ compreendeu o valor da
nova descoberta e, após caracterizar a real ausência
de efeito tóxicos do produto, ao invés de adotar
medidas repressivas, aconselhou ao pastor e seus
seguidores, a ferverem os grãos em água e preparar
uma bebida quente com a substância. Aconselhou aos
usuários, excitados e com insônia devido ao consumo
de café, que dedicassem suas horas de vigília a
preces e meditação, no que foi prontamente atendido.
Em torno do ano 900 os livros médicos árabes
recomendavam o uso do café para quase todos os
problemas, desde apatia até doenças como rubéola. O
combate ao consumo do café começou no mundo
ocidental, por se tratava de uma bebida dos
Sarracenos ou Pagãos, segundo os Cristãos. Os
árabes, como os francos, os saxões e os normandos
foram bárbaros que assimilaram os conhecimentos
gregos juntamente com o desenvolvimento de sua nova
religião. A capacidade de assimilação do povo árabe
entretanto, era mais desenvolvida do que a dos
demais povos e na virada do milênio quando o
Cristianismo começou a estimular as Cruzadas contra
os árabes, estes últimos representavam o povo mais
civilizado do mundo medieval. O conhecimento da
medicina grega foi transmitido para os árabes
através dos cristãos sectários oriundos do Império
Bizantino, os quais traduziam atores gregos para
linguagens semíticas como o siríaco e o hebreu para
o desenvolvimento de sua própria literatura médica
clássica. Grandes escritores árabes surgiram como
RHAZES, AVICENA e AVERROES. O conhecimento médico da
época recebeu profunda influência da astrologia, o
que determinou o surgimento de pseudociências como a
alquimia. A alquimia procurava descobrir a relação
do homem com o cosmos combinando ciência e
astrologia de tal maneira que a astrologia analisava
a relação do homem com os planetas e a alquimia, com
a natureza terrestre. Acreditavam existir uma
relação entre o microcosmo e o macrocosmo, de tal
maneira que os sete planetas conhecidos (Sol, Lua,
Marte, Mercúrio, Júpiter, Saturno e Vênus)
correspondiam aos sete dias da semana e aos sete
metais conhecidos na época (ouro, prata, ferro,
chumbo, estanho, cobre e níquel). Os alquimistas
ficavam até altas horas da noite tomando café e
fazendo experiências pois acreditavam que todos os
metais eram gerados nas entranhas da Terra, sob a
influência apropriada dos planetas e que podiam
transmutar-se. O objetivo era descobrir a pedra
filosofal para ser possível transformar os demais
metais em ouro. Extrapolando para o homem a idéia da
transmutação, os alquimistas acreditavam ser
possível tornar o homem imortal e eternamente jovem,
através da descoberta do elixir da longa vida. Mas
na procura do elixir da longa vida, sempre tomando
muito café, os alquimistas fizeram inúmeras
descobertas importantes em química, iniciando a
moderna química farmacêutica. A pesquisa incessante
neste campo e o contato amplo dos alquimistas árabes
com diferentes povos e costumes, permitiram a
descoberta e introdução de um fabuloso número de
novos produtos e medicamentos para uso em medicina.
O próprio elixir da vida, embora não tenha sido
descoberto, passou a ser chamado Al Kohol (mais
tarde latinizado para álcool) e os médicos e
pacientes árabes tomavam imensas bebedeiras deste
elixir, para usufruírem uma vida bem longa, algo que
nunca deu certo. Na atualidade o consumo de álcool é
uma das maiores pragas da humanidade e mata mais que
qualquer outra doença. Mas mesmo não comprovando que
o álcool era realmente o elixir da longa vida, pelos
menos descobriram que a bebedeira poderia ser uma
fórmula de imensa, temporária e enganosa de
felicidade (e de uma grande ressaca no dia seguinte
). O movimento alquimista culminou na obra de
PARACELSO (1493-1541), médico suíço que se esforçou
em vincular a medicina a alquimia, levando ao
surgimento de uma nova ciência: a química medica ou
iatroquimica. Durante sua existência, a alquimia
esteve ligada de um lado a química e de outro a
religião mística. O primeiro centro dominante do
islamismo foi BAGDAH, aonde dois grandes lideres
reinavam: AL MANSUR (712-775) e HARUN AL RACHID
(764-809), o califa das Noites da Arábia. Estes
governantes encorajavam e apoiavam a cultura em
geral, o que levou a preservação da Antigüidade
clássica. A atividade intelectual era imensamente
ajudada pelo consumo regular e moderado de café
entre os Islâmicos.
Fonte:
http://www.cafeesaude.com.br/historia/
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